segunda-feira, 3 de junho de 2019

Raquel Lyra aparece como nome forte para conduzir o PSDB em Pernambuco

Resultado de imagem para bruno araújo e raquel lyra
O ex-deputado Bruno Araújo assumiu na última sexta-feira uma das mais difíceis missões de sua vida: a presidência nacional do PSDB. Foi escolha pessoal do governador João Doria (SP), que o enxerga como um dos quadros mais promissores do partido, em que pese a derrota sofrida para o Senado em 2018 e o fato de a secção de Pernambuco, sob seu comando, ter tido um desempenho sofrível nas últimas eleições: ficou sem os três deputados federais que elegera em 2014 (ele próprio, Daniel Coelho e Betinho Gomes) e elegeu apenas um representante para a Assembleia Legislativa (Alessandra Vieira). 

Como novo presidente dos tucanos, Araújo não vai poder ignorar as posições do principal ideólogo do partido, Fernando Henrique Cardoso, que nem sempre coincide com as suas, tampouco os casos de desvios éticos supostamente praticados pelo deputado Aécio Neves e os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), sem entrar em confronto com o governador João Doria que está mirando o Palácio do Planalto em 2022. Outro desafio que também o espera é sua sucessão no PSDB de Pernambuco. Levando-se em conta que não tem simpatia pelos “Gomes”, Elias e Betinho, talvez seja obrigado a entregar o partido a um desses três prefeitos – Raquel Lyra (Caruaru), Joaquim Neto (Gravatá) ou Édson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe), todos em condições de sintonizá-lo com o projeto nacional de Doria.

Raquel Lyra tem todos os requisitos para substituir Bruno Araújo à frente do PSDB pernambucano, mas precisa querer. Ela não tem mostrado, pelo menos até agora, muita disposição para entrar no debate político estadual e nacional. Suas atenções estão voltadas prioritariamente para Caruaru, onde vai disputar a reeleição no próximo ano.

Por Inaldo Sampaio

Nenhum comentário:

Postar um comentário