segunda-feira, 6 de maio de 2019

A inutilidade das frentes parlamentares

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Deputados de primeiro mandato, como o pernambucano Sílvio Costa Filho, que ainda não conhecem bem todos os meandros da Câmara Federal, apostam na proposição de “frentes parlamentares” para ganhar notoriedade no Congresso. Silvinho é o autor e presidente da “Frente parlamentar mista (deputados e senadores) em defesa do novo pacto federativo” e nessa condição conseguiu aproximar-se do ministro Paulo Guedes, do governador João Doria (SP) e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O lucro da proposição foi o diálogo com esse trio, cuja influência na política nacional dispensa comentários, porém “novo pacto” não haverá porque não existe clima para isto. A promessa de “mais Brasil e menos Brasília”, feita pelo ministro da Economia, não passa de um slogan de campanha porque jamais será cumprida. 
Seria ótimo se ela saísse do papel, o que implicaria o redesenho do bolo tributário nacional. Mas se a União não admite perder receita para estados e municípios, que são os entes mais frágeis da federação e os que mais precisam de recursos para fazer face as suas demandas, como acreditar em “novo pacto?” Além do mais, a frente proposta pelo deputado pernambucano é apenas uma dentre as 94 que já foram instaladas no Congresso no curso deste ano, o que significa dizer que nenhuma delas terá utilidade.
Outras frentes inúteis
Outras “frentes parlamentares” inúteis instaladas na Câmara Federal nos últimos três meses: “Em defesa do Nordeste” (de autoria de Danilo Cabral-PSB), “Em defesa da convivência com o semiárido” (de autoria de Carlos Veras-PT) e “Em defesa da água no Nordeste” (de autoria de Fernando Rodolfo-PHS).
Informações Blog do Inaldo Sampaio

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