terça-feira, 26 de março de 2019

Começa o jogo de xadrez dos partidos para a eleição de 2020 em Caruaru

Faltando pouco mais de um ano para a eleição, o blog fez um levantamento da situação dos principais possíveis candidatos ao palácio Jaime Nejaim e como ficariam algumas coligações para o executivo. Isso tendo como base os partidos e algumas alianças que serão construídas. Lembrando que tudo não passa de especulação e alguns partidos podem seguir tendências determinadas pelos líderes. A nossa análise começa pela prefeita Raquel Lyra, que vai disputar a reeleição.
Além do PSDB, partido da tucana, ela pode ter como aliados no primeiro turno: DEM, que já está na base e tem como comandante em Pernambuco o ex-ministro Mendonça Filho, Cidadania, comandado pelo deputado federal Daniel Coelho e o PRB, liderado pelo também deputado federal Silvio Costa Filho. Esses três partidos dariam um tempo interessante de Tv e rádio. Poderiam vir ainda para uma coligação o PR, de Fernando Rodolfo e o PTB, de Douglas Cintra.
Segundo colocado na eleição de 2016, o deputado estadual Tony Gel teria o MDB e Solidariedade. Esses dois partidos rendem um tempo razoável na rádio e Tv, mas a pedido do governador Paulo Câmara e do senador Jarbas Vasconcelos, mais legendas podem fazer parte de uma possível candidatura de Tony a prefeito. O próprio PSB, poderia fazer parte de uma coligação, mas ainda e uma incógnita. Em 2016, ele teve o apoio de sete partidos, mas dificilmente teria no mesmo palanque legendas como PSD, PMB e o antigo PPS, por exemplo.
O nome atualmente que talvez agregue mais partidos numa possível coligação é o do deputado estadual Zé Queiroz. Além do PDT, partido que ele e o filho, Wolney, comandam há mais de 20 anos, Zé pode ter o apoio do PT, principalmente pela ligação dele e de Wolney com lideranças do partido e o MST. Zé e Wolney votaram em Fernando Haddad para presidente e o PT teve espaço nos dois últimos governos de Zé a frente da prefeitura. Também devem compor a coligação com ele, o PCdoB, que voltou para a Frente Popular em 2018, Avante, do vereador Fagner Fernandes, PSC, de Alberes Lopes e Ricardo Liberato, apensar do principal líder do partido no Estado, Anderson Ferreira, ser oposição a Paulo Câmara e isso pode tirar o PSC da coligação. O PRTB, liderado em Caruaru, por Luciel Emerson, também deve ir para esse palanque. Magoado com Raquel Lyra, Zé Colmeia, como é conhecido, quer levar o partido com maior bancada na Câmara para o ex-prefeito.
O Delegado Lessa, por enquanto só tem o PP. Além do Partido Progressistas, o Delegado vai precisar mostrar habilidade para fazer uma composição. Na eleição de 2016 ele ficou praticamente só com o PR e teve muitas dificuldades em indicar até um vice, principalmente após a confusão envolvendo a Rede. Mesmo fazendo parte da bancada de oposição a prefeita Raquel Lyra e sendo base do governo Paulo Câmara, Lessa segue ainda isolado. No entanto, o quadro pode mudar se ele conseguir trazer para o palanque o PR, PTB e PSL. Todos têm afinidades e as conversas vão acontecer em determinados momentos. Mas por enquanto, Lessa aguarda e segue tocando o mandato de deputado estadual.
Possível candidato a prefeito pelo PSD, esse deve ser mesmo o destino de Raffiê Dellon. Ele pode ter mais um ou dois partidos numa mesma coligação. Somariam nesse caso o Podemos, que é comandado nacionalmente pelo Senador Álvaro Dias, amigo de Raffiê e PMN, dirigido em Caruaru pelo presidente do Sismuc, Eduardo Mendonça. O sindicalista tem intenção de disputar a eleição para vereador e buscaria uma candidatura fora dos nomes tradicionais. Como os dois são amigos, essa aliança poderia ocorrer.
Mais possibilidades…
A dobradinha entre Fernando Rodolfo e Douglas Cintra é uma incógnita no meio político. Um dos dois pode ser candidato a prefeito, mas podem também apoiar outro projeto. Vão tentar buscar o apoio deles: Raquel Lyra, Silvio Nascimento e o Delegado Lessa. Vai ganhar o apoio, caso Cintra ou Rodolfo decidam não disputar, quem oferecer uma melhor condição. Raquel pode dar a vice para Douglas e o mesmo pode ocorrer com o Delegado. Já o PSL pode propor uma aliança e decidir o nome do cabeça de chapa após uma pesquisa que será feita.
…PSL e a direita
O PSL pode trazer para o palanque apoio de grupos de direita em Caruaru. Querem apoiar o nome de Silvio Nascimento para prefeito: MBL, Conservadores, Caruaru Livre e o Movimento Renovar. O jornalista pode pedir ao líder do PSL na Câmara dos Deputados, Luciano Bivar, para que ele possa intervir e trazer partidos para apoiá-lo na disputa. O PSL poderia ainda desistir de ter candidatura própria. No entanto, atualmente a intenção mesmo é de ter um nome para disputar a prefeitura.
O PSB…
O Partido do governador Paulo Câmara tem três caminhos a seguir. O primeiro e menos traumático seria uma candidatura própria. Isso não geraria feridas na base, principalmente com aliados como Tony Gel e Zé Queiroz. O nome seria o da ex-deputada Laura Gomes. No entanto, os dois deputados da base governista, querem o apoio do PSB. Não será uma decisão fácil para o partido. Com Zé e Tony, Laura poderia ser a vice. A aliança com o pedetista seria natural, já que Jorge Gomes foi vice de Zé nos oito anos que ele esteve à frente da prefeitura. Mas os grupos se distanciaram nos últimos anos e isso pode dificultar. A aliança com Tony seria mais difícil, mas alguns cogitam uma chapa feminina com Miriam e Laura Gomes.
…O Novo
A situação do Partido Novo não é fácil. A legenda não aceita coligar com partidos que recebam dinheiro do fundo partidário e só o Novo não busca esse tipo de recurso. Outro problema é o nome do candidato. Raffiê Dellon, sondado pela legenda, precisa de garantias para entrar na disputa. O novo presidente da sigla na cidade, Diego Cintra, vai correr contra o tempo para buscar essas informações e tentar antecipar os possíveis candidatos.
PV, Rede, PTC, Pros, PCB e PSOL
Esses últimos cinco partidos devem fazer parte das prováveis coligações para prefeitos citadas acima. O PV se reorganiza e tem líder Hare Krishna, Daruka Costa, como novo presidente da legenda. Um grupo de candidatos a vereador está sendo montado. A Rede foi o partido mais complicado da última eleição. Um emaranhado de ideologias juntas que rende até hoje situações na justiça. Com essa briga toda, talvez os candidatos evitem o partido. PTC e Pros são incógnitas para o pleito e devem ir para a coligação que tiver melhor condições para ambas. Por fim, PCB e PSOL. Os partidos de esquerda tiveram candidatos a prefeito na eleição de 2016 e podem repetir a dose no pleito do ano que vem. Nomes serão consultados para decidir se entram ou não na disputa.
Informações Blog do Mário Flávio

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