sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

José Múcio é o novo presidente do TCU

O ministro do TCU, José Múcio Monteiro
Pernambuco terá papel de protagonismo no Tribunal de Contas da União (TCU) a partir do próximo dia 1º de janeiro. Nesta quinta (06), o ministro José Múcio Monteiro foi eleito presidente da Corte de contas, por 8 votos a 1, em substituição a Raimundo Carreiro. Na mesma sessão, a ministra Ana Arraes foi escolhida vice-presidente, cargo que acumulará com a função de corregedora do órgão. O mandato é de um ano, com possibilidade de reeleição, e a posse será realizada na próxima terça.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, José Múcio adiantou que vai procurar representantes do Governo Bolsonaro para verificar as prioridades da gestão. O ministro fez questão de reafirmar que o TCU não é um órgão sem partido com o papel de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
"Evidentemente, vamos procurar ver a agenda do governo e as suas prioridades. É a hora de todos juntarem as mãos e cooperarem. Somos guardiões do dinheiro público e vamos priorizar isso. Aproximar os tribunais das instituições, ouvir antes de colocar no papel e priorizar o bom gestor. Vamos mostrar que não somos apenas um órgão que pune, mas mostrar também o nosso lado pedagógico", disse.
Segundo o ministro, é preciso saber o plano do futuro governo. A principal preocupação é com as obras federais paradas em função da crise financeira que atingiu o País. "Estamos com quase todas as obras paradas. Cada obra parada que é colocada para funcionar são menos desempregados. Vamos ajudar a estudar e priorizar isso dentro dos parâmetros da nossa atuação", afirmou. José Múcio relatou que há uma expectativa no plano do futuro governo de concessões e privatizações de empresas públicas e que o processo também será acompanhado de perto pelo tribunal.
futuro presidente do TCU afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho de controle externo da Corte de contas, com a integração dos órgãos do tribunal e estímulo ao diálogo com as instituições. "A maior prioridade é dar continuidade ao trabalho de integrar o órgão para fazer um trabalho com mais eficiência", afirmou.
Sobre a aprovação pela Câmara Federal do projeto que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para permitir que municípios estourem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições, José Múcio afirmou é preciso saber se a lei vai ser sancionada pelo presidente Michel Temer (MDB). "Está se discutindo o desrespeito a uma lei, mas não temos interferência no Legislativo, fiscalizamos se a lei é cumprida ou não. Temos 11 órgãos de sindicatos do tribunal que estão se mobilizando para barrar a aprovação dessa lei", opinou.

Informações da Folha de PE

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