sexta-feira, 27 de março de 2020

Matadouro Público de Taquaritinga do Norte será reaberto nesta sexta-feira

Boas notícias para o povo de Taquaritinga do Norte! Nesta sexta-feira, 27 de março, nosso matadouro público estará sendo entregue à população para que os animais que precisam ser abatidos, sejam feitos na nossa cidade. O equipamento, ampliado e um dos mais modernos da nossa região, será reaberto atendendo todas as orientações do Ministério Público, da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO) e Vigilância Sanitária. 

Paredes com cerâmica, pisos de granito, boi sendo abatido clm pistola, ou seja, atendendo todos os requisitos para o pleno funcionamento. Tudo isso sendo possível através dos esforços empreendidos do Prefeito Lero e da Secretaria de Agricultura, na pessoa do Secretário Zeca Coelho. Vale ressaltar que o carro também passou por uma ampla reforma e manutenção para transportar as carnes com segurança e qualidade.

Prefeitura de Taquaritinga do Norte
Em todo lugar é trabalho sem parar

Blog Dália Net

Câmara aprova auxílio de R$ 600 para trabalhador informal

Maia diz que atuação do presidente Bolsonaro será 'decisiva' para ...
A Câmara dos Deputados aprovou pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 por 3 meses para pessoas de baixa renda no período de pandemia do novo coronavírus. O valor inicial sugerido pelo governo era de R$ 200, na tarde desta quinta-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu aumentar para R$ 500. E no início da noite, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre aumentar para R$ 600, como ficou.
O valor pode chegar a R$ 1,2 mil para as mães que são chefe de família (família monoparental). A ampliação dos recursos tem objetivo de socorrer a população no período de isolamento social para combater a disseminação da covid-19.
A medida tem impacto estimado de R$ 14,4 bilhões, segundo a Agência Câmara. O executivo tem a prerrogativa de prorrogar o pagamento do auxílio enquanto durar a pandemia no País. O texto aprovado na Câmara segue para análise do Senado.
Empresários que, segundo a legislação previdenciária, devem pagar pelos primeiros 15 dias do afastamento do trabalhador por motivo de saúde, poderão descontar o valor desse tempo de salário dos recolhimentos de contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caso a doença seja causada pelo coronavírus.
Requisitos
Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:
- ser maior de 18 anos de idade;
- não ter emprego formal;
- não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
- renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e
- não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

A pessoa candidata deverá ainda cumprir uma dessas condições:
- exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
- ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
- ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou
- ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.
Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.
Já a renda média será verificada por meio do CadÚnico para os inscritos e, para os não inscritos, com autodeclaração em plataforma digital.
Na renda familiar serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.
Como o candidato ao benefício não pode ter emprego formal, o substitutivo lista o que entra neste conceito: todos os trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e todos os agentes públicos, independentemente da relação jurídica, inclusive os ocupantes de cargo ou função temporários, de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração ou titulares de mandato eletivo.

Antecipação

Para pessoas com deficiência e idosos candidatos a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de um salário mínimo mensal (R$ 1.045,00), o INSS poderá antecipar o pagamento de R$ 500,00 (valor do auxílio emergencial) até que seja avaliado o grau de impedimento no qual se baseia o pedido ou seja concedido o benefício. Essa avaliação costuma demorar porque depende de agendamento com médicos peritos e assistentes sociais do INSS.
Quando o BPC for concedido, ele será devido desde o dia do requerimento, e o que tiver sido adiantado será descontado.
De igual forma, o órgão poderá adiantar o pagamento do auxílio-doença, no valor de um salario mínimo mensal, durante três meses contados da publicação da futura lei ou até a realização da perícia pelo INSS, o que ocorrer primeiro.
Para ter direito a esse adiantamento, o trabalhador precisará ter cumprido a carência exigida para a concessão do benefício (12 meses de contribuição) e apresentar atestado médico com requisitos e forma de análise a serem definidos em ato conjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS.

Forma de pagamento

Segundo o projeto, o auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta do tipo poupança social digital.
Essa conta será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de manutenção. A pessoa usuária poderá fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central.
A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS, mas não pode permitir a emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua movimentação.
Se a pessoa deixar de cumprir as condições estipuladas, o auxílio deixará de ser pago. Para fazer as verificações necessárias, os órgãos federais trocarão as informações constantes em suas bases de dados.
Com Agência Câmara de Notícias

Exemplo – Vereador do Recife doa parte do salário e pede para que políticos façam o mesmo

O vereador Chico Kiko, do PP do Recife, informou essa semana a doação de 20% do seu salário durante os próximos três meses para ajudar pessoas que estejam em situação de vulnerabilidade dada a situação causada pela pandemia do coronavírus.

"Esta é uma pequena contribuição. Sabemos que não resolveremos a crise da saúde pública, humanitária e financeira provocada pela coronavírus, mas é a forma que encontramos para dar a nossa contribuição e sensibilizar outros políticos. É preciso pensar no próximo, fazer a nossa parte. Essa luta é de todos nós", disse o parlamentar.

Informações Blog do Bruno Muniz

Coronavírus: Dirigentes Lojistas pedem reabertura do comércio em Pernambuco

FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
A Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL-PE) divulgou ontem uma nota em que apela para que o comércio no Estado seja reaberto. Os negócios estão fechados desde o último dia 20, por ordem do governador Paulo Câmara, como medida para evitar proliferação do coronavírus. Apesar do material enviado à imprensa, não foi destinado nenhum ofício ao Palácio do Campo das Princesas com a solicitação de reabertura.

No documento, a FCDL-PE pontua que o fechamento do comércio tem afetado a economia e arriscado a falência das empresas, que dependem de faturamento diário para seguir no mercado. A principal preocupação tem sido com o comércio no interior do Estado, como aquele que depende do polo de confecções.

"Reconhecemos e prezamos por todos os cuidados que precisam ser tomados por toda a população para a inibição do contágio do coronavírus, mas não podemos deixar de entender o estado de emergência econômica que está se estabelecendo no interior", alerta o presidente da FCDL-PE Eduardo Catão.
De acordo com a federação, cidades como Santa Cruz do Capibaribe, Gravatá, Lajedo, Petrolina, Bezerros e muitas outras tiveram queda de quase 100% na vendas. "O varejo formal não está vendendo nada. Com exceção de negócios de primeira necessidade, ninguém pode abrir. Então esse documento é a exposição de um sentimento das Câmaras de Dirigentes Lojistas", ressalta Catão.
O empresário e presidente da CDL Recife, Cid Lobo, afirma que do ponto de vista econômico, se pudesse reabrir amanhã, seria o ideal, mas defende esperar pelo dia 6 de abril, fim dos quinze dias de quarentena, para reabrir o comércio. "Podemos reabrir em horário especial, tomando mais medidas sanitárias, mas se esse prazo se entender será terrível", opina Lobo. Ele ainda completa: "Temos que pensar no bem-estar do funcionário, dos clientes, mas do ponto de vista econômico, o comércio fechado tem impactos são muito fortes", comenta.
De acordo com o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos, a maior parte do empresariado pernambucano é dono de micros e pequenos negócios e não têm "gordura para queimar" durante a crise do coronavírus. "A maior parte fatura hoje para pagar contas amanhã. Com 15 dias de quarentena já haverá fechamento de empresas, se o prazo for ampliado, o resultado será pior", analisa ele que ainda ressalta a importância do isolamento social no combate à covid-19.
O economista explica ainda que o fluxo de vendas já havia reduzido desde antes do decreto por causa da redução de pessoas nas ruas. Ramos ainda defende que a reabertura do comércio ao fim dos primeiros 15 dias de quarentena deve fazer os empresários lançarem muitas promoções. "Mesmo que eles abram as lojas e o fluxo de clientes permaneça baixo, eles têm a oportunidade de vender através das compras de impulso", argumenta Rafael Ramos.
O economista defende que os governos estadual e federal devem adotar medidas de mitigação ao prejuízo que setor vem tendo. Segundo ele, exemplos de outros países mostram que a injeção de dinheiro para a população e oferta de crédito para as empresas como força de reduzir os impactos. "São necessárias medidas mais robustas. Os EUA farão um aporte de US$ 2 trilhões, que é o valor do PIB brasileiro. Aqui as medidas são muito tímidas", avalia.
A boa notícia para o setor, no entanto, é que o varejo deve ser um dos segmentos da economia a recuperar mais rápido da crise. "Haverá uma demanda reprimida que fará as empresas voltarem a contratar aquelas que pessoas que deverão ser demitidas neste primeiro momento", diz Rafael Ramos.
Informações JC Online

Pernambuco prevê aumento de casos da Covid-19 em abril e reforça pedido de isolamento

O Brasil completou 30 dias desde a primeira notificação nesta quinta-feira (26), com quase três mil confirmações, porém com subnotificação real, admitida pelo Ministério da Saúde devido à falta de insumos necessários para testar todos os casos suspeitos. Por isso, somente os quadros graves e os grupos de risco estão tendo amostras coletadas.
Em Pernambuco, são 48 casos confirmados até o início da noite desta quinta. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), então, faz um alerta para o cenário que pode ser vivido nos próximos dias. “Temos procurado conversar com diversos especialistas que têm feito modelos matemáticos adaptados para a realidade do Estado. E há situações que nos preocupam se as medicas não farmacológicas que adotamos não forem seguidas”, explica o gestor da SES-PE, André Longo.
As medidas não farmacológicas citadas por ele são as restrições de mobilidade nos municípios do Estado, onde estão proibidas reuniões com mais de dez pessoas e funcionamento do comércio que não seja de serviços essenciais. Tais restrições, junto ao clamor do Governo de Pernambuco para que a população evite estar nas ruas, tem justificativa.
“Há perspectiva de termos um aumento grande de casos nos primeiros dias de abril caso as medidas não farmacológicas não sejam atendidas. Então, reforçamos a importância do isolamento social. É certo que o ápice da curva de epidemia vai chegar. Todo o nosso esforço é por retardá-lo enquanto tomamos todas as medidas para preparar nosso sistema”, diz Longo.
“Embora alguns devaneios sejam ditos por alguns, a recomendação mundial é de isolamento. A Organização Mundial de Saúde pede isolamento. As principais potências do mundo estão em isolamento. E precisamos seguir enquanto as recomendações forem essas. É certo que nenhuma autoridade governamental está satisfeita com essas medidas, mas elas são tomadas por técnicos, a partir da avaliação dos cenários”, completa.
A dinâmica dos casos deve seguir o padrão atual, com quadros leves, moderados e graves. O que os especialistas avaliam é que, se o número de casos for muito elevado, a tendência é que a porcentagem de casos que podem evoluir de forma mais grave também sejam elevados. Sendo assim, o sistema de saúde não teria capacidade para dar assistência necessária a todos.
A Covid-19 é uma doença com potencial de cura, porém alguns precisam de suporte de ventilação mecânica por alguns dias para vencer o vírus. Se muitos adoecem ao mesmo tempo, há o risco de não haver estrutura para todos terem o tratamento adequado, o que gerará um índice alto de mortalidade.
“Quanto mais veloz a transmissão do vírus acontece em uma comunidade, mais rápido o número de casos aumenta, mais rápido o número de casos graves chega e menor fica a capacidade de atender. Temos visto isso em países ricos, como na Europa e nos Estados Unidos. Quando temos um número muito alto em pouco tempo, a perda de vidas é intensa. O aumento já está acontecendo. Em São Paulo já são mais de mil casos confirmados. Retardar esse início nos dará mais tempo para montar leitos para lidar com o aumento do número de casos”, ressalta o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.
“Morrer aos 60, 70 e até 80 anos é uma perda precoce para a expectativa de vida do brasileiro hoje. E tem que lembrar que jovens não estão imunes ao risco de casos graves. Tem registros disso. Hoje (quinta-feira) a OMS foi novamente categórica dizendo que a única forma de diminuir esse aumento é através de medidas restritivas. Todos os que afrouxaram se arrependeram porque os casos explodiram na sequência”, completa Correia.
“Aqui em Pernambuco e no Brasil, a gente espera trabalhar com números menores. Mas isso depende do comportamento da sociedade. Tão logo a gente tenha segurança de evoluir, a gente vai recomendar o distanciamento das restrições, mas o momento hoje é de um cenário que pode ser muito grave se a gente não mantiver essas medidas”, reforça Longo.
Informações Blog do Mário Flávio

Os efeitos da pandemia - Edson Vieira anuncia suspensão do São João da Moda 2020. Moda Center cancela EMP 2020

O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, informou no começo da tarde desta quinta-feira, dia 26, através de vídeo publicado em suas redes sociais a suspensão do São João da Moda 2020. Edson disse que a decisão foi tomada depois de uma reunião com integrantes de sua equipe de governo. 

Edson frisou que a decisão de suspender o São João da Moda não foi fácil, que exigiu seriedade e serenidade da gestão. “Compreendendo a situação ao que está passando o país, Pernambuco e a nossa cidade. Espero ter a sensibilidade e a compreensão de todos vocês para que juntos possamos vencer essa batalha”, disse o prefeito. 

Ele ainda disse que todos os esforços da administração estão voltados nesse momento para três áreas: saúde pública, econômica e social. Ele citou também o Decreto Estadual nº 48.834, e reforçou que bares, lanchonetes e restaurantes têm autorização para funcionarem apenas na modalidade delivery, bem como, disse que oficinas e borracharias estão autorizadas a funcionarem normalmente, por serem consideradas atividades essenciais para a sociedade. 

EMP 2020 cancelado - Também na manhã desta quinta-feira, a coordenação do Estilo Moda Pernambuco (EMP) e o Moda Center Santa Cruz, promotor do evento, anunciam que o EMP 2020, previsto para acontecer de 23 a 27 de julho, foi cancelado. Segundo a assessoria de imprensa do Moda Center Santa Cruz, a medida foi tomada diante do cenário atípico, que impede o andamento da produção e planejamento do evento. 


“Todos os confeccionistas, fornecedores, apoiadores e patrocinadores envolvidos na produção dessa 5ª edição estão sendo comunicados sobre a decisão. Pedimos a compreensão de todos e que continuemos unidos em prol das ações para prevenir a Covid-19 e frear a disseminação do novo Coronavírus”, disse a nota.

Informações Blog do César Mello

quarta-feira, 25 de março de 2020

Pernambuco não registra novos casos de Coronavírus nas últimas 24 horas, mesmo assim, secretário de Saúde reforça a necessidade de isolamento

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou, nesta terça-feira (24), que não há novos casos confirmados da Covid-19 em Pernambuco. Nessa segunda (23), 42 casos do novo coronavírus estavam confirmados. Nas últimas 24 horas, todos os 108 testes realizados pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) deram negativo.

Por outro lado, na coletiva do governo federal desta terça sobre a pandemia, o Ministério da Saúde informou que estima que a cada 14 confirmados do novo coronavírus, há mais 86 infectados e não testados. Dessa forma, Pernambuco teria 258 infectados não contabilizados. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou que há 2.201 pessoas infectadas e 46 morreram em decorrência da Covid-19.

Nesta quarta-feira (25), completa-se um mês desde o início das notificações do novo coronavírus em Pernambuco. O primeiro caso suspeito foi notificado no dia 25 de fevereiro após uma mulher de Caruaru que viajou para a Itália apresentar sintomas da Covid-19. O caso da paciente foi descartado posteriormente. Os primeiros casos confirmados do estado foram informados no dia 12 de março. Os pacientes eram um casal, sendo a mulher com 66 e o homem com 71 anos. A mulher foi a primeira paciente a ter cura clínica confirmada pelo estado.

Apesar de os resultados da últimas 24 horas serem todos negativos, o secretário estadual de Saúde, André Longo, ressaltou que "o resultado de um dia de análise não é estatisticamente relevante, já que a pandemia vai durar meses". Segundo ele, as recomendações de cuidados com a higiene e isolamento social permanecem. "Fazemos um apelo especial para resguardar as pessoas mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com histórico de doença", afirmou o secretário.

A recomendação do estado ainda é de que só devem procurar unidades de saúde pessoas do grupo de risco ou que apresentem dificuldade para respirar. Dos 42 casos confirmados, 29 estão em isolamento domiciliar e oito em instituições privadas de saúde. Dos internados, três estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo dois no Real Hospital Português (RHP), da rede particular, e um no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), da rede pública.

Curados - De acordo com o novo balanço divulgado pelo órgão, subiu para cinco o número de pessoas curadas do novo coronavírus no estado. O chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Demetrius Montenegro, explicou que os pacientes curados não receberam medicação específica para a Covid-19. "Alguns dos recuperados estavam internados e outros em isolamento domiciliar. Eles não receberam medicação específica (para o novo coronavírus). O internamento se deu para tratar de outras infecções, como pneumonia", esclareceu.

Vacinação - Nessa segunda, idosos e profissionais de saúde começaram a receber a vacina contra gripe. Eles são o público-alvo da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, que foi antecipada em um mês.

Na primeira fase, Pernambuco tem uma população a vacinar de 1.148.115. O objetivo da antecipação é proteger os pernambucanos contra três vírus da influenza - A(H1N1), A(H3N2) e B -, evitando adoecimentos e, consequentemente, o impacto nos serviços de saúde neste momento da ocorrência de casos do novo coronavírus.


Com informações do Diário de Pernambuco / Blog do César Mello

Mesmo após repercussão negativa, Bolsonaro diz que vai pedir ao Ministério da Saúde isolamento só para idosos e pessoas com doenças

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pedirá ao Ministério da Saúde mudança na orientação de isolamento da população durante a pandemia do novo coronavírus apenas para idosos e pessoas com comorbidades (outras doenças). Ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro relatou que vai conversar com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a decisão.
Após fazer um pronunciamento criticando o confinamento e defendendo a abertura de comércios, o chefe do Planalto pediu a adoção do que chamou de “isolamento vertical”, ou seja, apenas para o grupo de risco.
"Conversei por alto com o Mandetta ontem (terça-feira). Hoje vamos definir essa situação. Tem que ser, não tem outra alternativa”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada. “A orientação vai ser vertical daqui para frente. Eu vou conversar com ele e tomar a decisão. Não escreva que já decidi, não. Vou conversar com o Mandetta sobre essa orientação.”
Nesta quarta-feira, 25, Bolsonaro voltou a dizer que há “histeria” e “comoção” com o coronavírus. “É preciso botar povo para trabalhar e preservar idosos”, afirmou.
Segundo Bolsonaro, foi ele mesmo quem escreveu o discurso transmitido em rede nacional, em que contrariou todas as recomendações das autoridades sanitárias para este período de quarentena, em razão do avanço da pandemia. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo / Jornal de Brasília

Bancos terão horário reduzido devido ao coronavírus

A partir desta terça-feira (24), as agências do Banco do Brasil (BB), Bradesco e Caixa Econômica, passam a funcionar em horário diferenciado. As medidas foram tomadas para proteger funcionários, clientes e a sociedade.

O Banco do Brasil das funciona das 10h às 14h, com prioridade para a abertura de salas de autoatendimento, com abastecimento, limpeza e funcionamento de todos os terminais. Com o início do pagamento do pagamento dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) nesta quarta-feira (25), algumas agências foram selecionadas para atender, das 09h às 10h, exclusivamente esse público, visando evitar aglomerações.

De acordo com o banco, o atendimento presencial será prestado somente em casos essenciais e de forma excepcional, como nas situações de desbloqueio de senha, desbloqueio de cartão, saques de benefícios sociais sem cartão, atendimento referente aos programas sociais destinados a aliviar as consequências econômicas do novo coronavírus e a pessoas com doenças graves. O BB também selecionou outro grupo de agências com grande fluxo de beneficiários e viabiliza a abertura de salas de autoatendimento das 06h às 22h.

O Bradesco funciona no mesmo horário para o público em geral. Já os aposentados e pensionistas do INSS serão atendidos uma hora antes, às 9h. Nos dias de pagamento deste público específico, a abertura das agências acontecerá com duas horas de antecedência, ou seja, às 8h. A entrada dos clientes nas agências será escalonada. As pessoas poderão entrar de cinco em cinco ou de dez em dez, dependendo do tamanho de cada local. 

A Caixa também adota o horário das 10h às 14h, e restrito apenas aos casos que não podem ser tratados pelo atendimento telefônico ou pelos aplicativos do banco para celular e demais serviços digitais. O banco manterá a abertura antecipada em uma hora de 1.619 agências, exclusivamente para os atendimentos de clientes de grupo de risco.

Banco do Brasil - Todos os demais serviços bancários oferecidos pelo BB aos seus clientes, como crédito, renegociação de dívidas, abertura de contas, bem como pagamentos e transferências estão à disposição por meio de sua plataforma digital.

O atendimento remoto no BB pode ser acessado por meio de suas diversas soluções digitais, como o Aplicativo BB (smartphone) e o portal do BB na internet (bb.com.br), além do WhatsApp (61) 4004-0001, da Central de Atendimento BB (0800-729-0001) e pelas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin). O BB ainda disponibiliza atendimento pelos terminais de autoatendimento, Banco 24 Horas e correspondentes bancários.

Bradesco - O acesso da conta Bradesco em casa pode ser realizado pelo App do banco ou pelo Internet Banking, onde é possível fazer consultas, transações, contratar serviços e produtos.

O banco também conta com a "BIA" recurso do WhatsApp. Através da rede, é possível tirar dúvidas, fazer consulta de saldo, extrato e limites da conta. 

Caixa - Os clientes da Caixa podem ser atendidos para serviços selecionados pelo WhatsApp Caixa, através do número 0800-726-8068. Utilizando o CPF, o cliente poderá contatar a Caixa para atendimento dos serviços do pacote de medidas disponibilizadas pelo banco, como o pedido de renegociação de dívidas, renovação de contratos de penhor e solicitação de pausa de até 60 dias nas parcelas de empréstimos comerciais e habitacionais.

A partir de quinta-feira (26), estará disponível também via WhatsApp o atendimento da Agência Digital para todos os clientes correntistas e poupadores da Caixa. Através da digitação da agência e número da conta o cliente será direcionado para atendimento na sua agência de forma remota.

O banco ampliou, ainda, o rol de serviços disponíveis em aplicativos para acesso a informações e transações de cartões de crédito, FGTS, benefícios sociais e habitação.


Com informações da Folha de Pernambuco / Blog do César Mello

terça-feira, 24 de março de 2020

Diogo Moraes destina R$ 1,8 milhão para combate ao Coronavírus

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Preocupado em reforçar os recursos do Governo de Pernambuco para o enfrentamento ao Novo Coronavírus, o deputado estadual Diogo Moraes anunciou, nesta segunda-feira (23), que destinará cerca de R$ 1,8 milhão de emendas impositivas para os cofres estaduais da área de saúde. A intenção é ajudar diretamente o Governo na aquisição de equipamentos como respiradores mecânicos, que custam, em média, R$ 50 mil cada. Só com as emendas do vice-líder do Governo, será possível adquirir 34 respiradores mecânicos. “A quantidade de equipamentos será definida pela Secretaria Estadual de Saúde, nós, deputados, estaremos redirecionando as emendas e deixando esses recursos à disposição da pasta que está 100% focada no combate a está pandemia”, afirma Diogo. 

A iniciativa faz parte de uma campanha iniciada nesta segunda entre os parlamentares da Alepe, abrindo mão dos seus planejamentos com os municípios para 2020. Essa medida poderá ajudar o Governo de Pernambuco a evitar o avanço da contaminação pelo estado. Os recursos poderão ser utilizados ainda para aquisição de proteção dos profissionais de saúde com materiais de EPI e insumos hospitalares. Segundo Moraes, é preciso que Pernambuco esteja pronto para o pico de infecções previsto pelo Ministério da Saúde para os próximos meses, preparando os hospitais para o aumento da demanda. Diogo evidencia ainda a importância do trabalho dos profissionais da Saúde, que têm trabalhado diuturnamente para salvar vidas. “O momento é de unidade. Estamos nos unindo para ajudar como for possível. Mesmo distantes fisicamente, estamos juntos na luta contra o Covid-19”, destaca o parlamentar.

Informações Blog do Alberes Xavier

Em Jataúba - Moradores se unem e realizam trabalho em barragem que corria risco de romper

Diante do risco de rompimento de uma barragem de médio porte, que fica localizada na zona rural de Jataúba, moradores aflitos se juntaram e realizaram um trabalho para evitar que a barragem se rompa e venha a causar sérios danos para os moradores da região e também moradores da zona urbana da cidade de Jataúba.
A barragem de Salinas, como é conhecida, tem capacidade de acumular algo em torno de 300 mil metros cúbicos, caso viesse a romper, o volume de água poderia romper outras barragens e o danos seriam maiores.
Desde já agradecemos a bravura e coragem de todos que se empenharam em realizar esse trabalho que traz um alívio para esses moradores, que estavam apreensivos com toda esta situação.

Diogenes Ramos/ Blog do DidiRamos

É de cortar coração; Campanha ‘o direito de dizer adeus’ faz com que idosos se despeçam de entes queridos na Itália

Vivendo uma grave crise de saúde, decorrente do alto número de contagiados pelo novo coronavírus, a Itália ultrapassou a China em número de mortos por covid-19, com cerca de 5,5 mil mortes registradas.
No pico do contagio, o país sofre com a falta de profissionais de saúde, respiradores, máscaras faciais e outros equipamentos essenciais para combater a pandemia fez o sistema de saúde deste país praticamente entrar em colapso.
Com isso, muitos idosos que foram internados após contrair a doença, permanecem sozinhos até morrer. Muitos deles, devido ao isolamento, morreram se se despedir dos parentes.
As tristes histórias desses idosos mortos, motivou um grupo de militantes do partido democrático na zona 6 de Milão a liderar uma iniciativa para que os isolados tenham pelo menos a possibilidade de se despedir de seus entes queridos. A informação é do site da BBC.
De acordo com a publicação, os militantes compraram cerca de 20 tablets que mais tarde foram distribuídos no Hospital San Carlo e que permitem a realização de videochamadas.
“A ideia de não ser capaz de dizer adeus me machuca mais do que a própria morte e existem outros locais com idosos, hospitais e asilos, onde não há mais a possibilidade de dizer adeus”, disse um dos líderes do projeto, o vereador do partido democrático Lorenzo Musotto. A iniciativa foi chamada “o direito de dizer adeus”.

Cenário desolador

Em uma entrevista recente ao jornal italiano Il Giornale, Francesca Cortellaro, médica do hospital San Carlo Borromeo, em Milão, retrata o pesadelo que vivem os pacientes infectados com covid-19.
“Você sabe o que é mais dramático? Observar os pacientes morrendo sozinhos, escutá-los pedir que se despeça seus filhos e netos por eles”, disse ela .
A profissional contou um dos momentos difíceis em que teve que ajudar uma senhora a se despedir de sua neta. Após a idosa pedir para falar com sua parente, Cortellaro pegou o telefone e ligou para ela em vídeo. “Elas se despediram. Logo depois, ela se foi”, contou.
Informações Jornal de Brasília

Câmara e Senado recebem PEC's para adiamento das eleições municipais, proposta é unificar em 2022

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"Depois que parte dos deputados passou a cogitar o adiamento das eleições municipais de 2020 por causa da crise do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também passou a sugerir a medida. O adiamento, porém, está longe de ser consenso, e ainda encontra resistência nas cúpulas do Congresso e do Judiciário.

A preocupação do ministro é a de que interesses eleitorais atrapalhem a contenção do novo coronavírus. Segundo ele, a manutenção do pleito pode provocar "uma tragédia, porque todo mundo vai querer fazer ação política".

Parte dos líderes partidários concorda com a avaliação do titular da pasta da Saúde, e usa as projeções de Mandetta sobre o novo coronavírus como principal argumento para defender o adiamento. "Se as previsões dele forem corretas, realmente fica inviável ter eleições este ano", afirmou o senador Ciro Nogueira (PP-PI)."

"Uma das principais preocupações, segundo o deputado Capitão Augusto (PL-SP) – líder da bancada da bala na Câmara –, envolve atividades de campanha que exigem um contato mais próximo com eleitores e que pressupõem aglomerações de pessoas, como as convenções partidárias e os comícios. O próprio dia de votação também desperta apreensão.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, defendeu que a questão seja sim, debatida no Parlamento. "Ainda não sabemos se será necessário, mas é bom admitirmos a discussão porque isto pode ser uma imposição da realidade", disse.

Possíveis soluções para as eleições municipais 
A ideia de postergar o pleito de outubro, quando a população escolherá prefeitos e vereadores, já circulava nos bastidores do Congresso. Por isso, antes mesmo da fala de Mandetta, propostas de emenda à Constituição (PECs) para alteração da data já estavam sendo elaboradas por parlamentares.

Entre as alternativas estudadas está o adiamento do pleito por um período entre 60 e 90 dias. Outra opção, que divide ainda mais as opiniões, é a unificação das eleições municipais com o pleito presidencial de 2022, o que implicaria na prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores." Que teriam mais dois anos de mandato.

"A última alternativa é defendida pelo deputado Aécio Neves (PSDB), que deve apresentar ainda nesta segunda-feira (23) uma PEC para adiar as eleições para 2022.

De acordo com Diego Campos, advogado da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst), uma PEC para postergar as eleições teria que alterar de forma temporária dois trechos da Constituição: o artigo 29, que estabelece a data para realização das eleições (primeiro domingo de outubro); e o artigo 16, que determina que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.

“Me parece que o mais correto seria fazer uma PEC para colocar uma regra temporária só para esse pleito”, explica Campos.

Para Maia e Bolsonaro, não é hora de discutir o assunto
Na manhã desta segunda-feira (23), ao deixar o Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro comentou a proposta. "Não entro nessa seara. Ele [Mandetta] defendeu, não sei se foi feita essa pergunta para ele como você fez para mim. Eu poderia falar 'sim' ou 'não', mas está muito longe ainda. Eu acredito que, nas próximas semanas, o Brasil aqui já começará a ter um novo horizonte para esta questão do vírus", disse.

Na mesma linha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem evitado cogitar o adiamento das eleições. Segundo o deputado, haverá condições para a realização das disputas se as projeções do ministro da Saúde estiverem corretas."

"Na última sexta-feira (20), Mandetta previu um aumento do número de infectados em abril, maio e junho, seguido de estabilização em julho e agosto, e decréscimo da curva de contaminação em setembro.

"É hora de focar no enfrentamento da crise. Vamos cuidar do combate ao vírus", disse Maia.

Parte considerável de líderes partidários concorda que ainda não é o momento de discutir o adiamento das eleições municipais. "Não há clima para tratar disso agora. Essa decisão terá que ser tomada mais pra frente. Penso que, em junho, diante dos prognósticos, o assunto terá que ser decidido", disse o prefeito de Salvador, ACM Neto – que não pode disputar a reeleição e preside o DEM nacionalmente.

Mesmo PT e PSDB, que já haviam anunciado o adiamento de convenções partidárias, dizem que o debate não é urgente e que precisa envolver todos os Poderes. "Parece que o ministro tem mais medo de eleição do que de vírus. O país vai discutir isso na hora certa" afirmou a deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

"Há discussões sobre alternativas, como ajustar o calendário eleitoral neste ano, mas ainda não é hora disso. Congresso, TSE e STF terão serenidade de tratar disso no momento adequado", disse Bruno Araújo, presidente do PSDB."

"Entre os partidos de esquerda, há adesão à tese de Mandetta, mas com críticas à intenção de tratar do assunto agora. "Isso vai se impor, as eleições vão acabar sendo adiadas. Mas estamos mais preocupados neste momento em salvar as pessoas", afirmou Fernanda Melchionna (RS), líder do PSOL na Câmara.

Parlamentares contrários ao adiamento das eleições enxergam "oportunismo"
Outro grupo de parlamentares, porém, considera a discussão não só fora de hora como também inadmissível. É o caso de Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara. “O Congresso Nacional não pode prorrogar mandatos, não tem essa prerrogativa. Se o Congresso pudesse prorrogar mandatos, o Lula ainda seria presidente”, ironizou Barros.

Segundo o deputado, a Constituição não permite abrir esse precedente. “É uma discussão patrocinada por aliados de gente que quer continuar no poder. Não tem nada a ver com saúde pública, é oportunismo”, afirmou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou a discussão como “extremamente temerária”. “Sou totalmente contrário [a adiar as eleições]. Não podemos afetar os funcionamento regular institucional no país em nenhuma hipótese. Não se pode afetar a normalidade democrática e institucional”, disse.

E o TSE, como se posiciona?
Por enquanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que não há intenção de alterar o calendário eleitoral. Em nota, o ministro Luís Roberto Barroso, que presidirá a Corte a partir de maio, ressaltou que é papel do Congresso decidir a respeito."

"Deputados discutem adiar eleições 2020 nos municípios por causa do coronavírus.| Foto: Agência Brasil
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Depois que parte dos deputados passou a cogitar o adiamento das eleições municipais de 2020 por causa da crise do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também passou a sugerir a medida. O adiamento, porém, está longe de ser consenso, e ainda encontra resistência nas cúpulas do Congresso e do Judiciário.

A preocupação do ministro é a de que interesses eleitorais atrapalhem a contenção do novo coronavírus. Segundo ele, a manutenção do pleito pode provocar "uma tragédia, porque todo mundo vai querer fazer ação política".

Parte dos líderes partidários concorda com a avaliação do titular da pasta da Saúde, e usa as projeções de Mandetta sobre o novo coronavírus como principal argumento para defender o adiamento. "Se as previsões dele forem corretas, realmente fica inviável ter eleições este ano", afirmou o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Uma das principais preocupações, segundo o deputado Capitão Augusto (PL-SP) – líder da bancada da bala na Câmara –, envolve atividades de campanha que exigem um contato mais próximo com eleitores e que pressupõem aglomerações de pessoas, como as convenções partidárias e os comícios. O próprio dia de votação também desperta apreensão.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, defendeu que a questão seja sim, debatida no Parlamento. "Ainda não sabemos se será necessário, mas é bom admitirmos a discussão porque isto pode ser uma imposição da realidade", disse.

Possíveis soluções para as eleições municipais 
A ideia de postergar o pleito de outubro, quando a população escolherá prefeitos e vereadores, já circulava nos bastidores do Congresso. Por isso, antes mesmo da fala de Mandetta, propostas de emenda à Constituição (PECs) para alteração da data já estavam sendo elaboradas por parlamentares.

Entre as alternativas estudadas está o adiamento do pleito por um período entre 60 e 90 dias. Outra opção, que divide ainda mais as opiniões, é a unificação das eleições municipais com o pleito presidencial de 2022, o que implicaria na prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores.

A última alternativa é defendida pelo deputado Aécio Neves (PSDB), que deve apresentar ainda nesta segunda-feira (23) uma PEC para adiar as eleições para 2022.

De acordo com Diego Campos, advogado da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst), uma PEC para postergar as eleições teria que alterar de forma temporária dois trechos da Constituição: o artigo 29, que estabelece a data para realização das eleições (primeiro domingo de outubro); e o artigo 16, que determina que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.

“Me parece que o mais correto seria fazer uma PEC para colocar uma regra temporária só para esse pleito”, explica Campos.

Para Maia e Bolsonaro, não é hora de discutir o assunto
Na manhã desta segunda-feira (23), ao deixar o Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro comentou a proposta. "Não entro nessa seara. Ele [Mandetta] defendeu, não sei se foi feita essa pergunta para ele como você fez para mim. Eu poderia falar 'sim' ou 'não', mas está muito longe ainda. Eu acredito que, nas próximas semanas, o Brasil aqui já começará a ter um novo horizonte para esta questão do vírus", disse.

Na mesma linha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem evitado cogitar o adiamento das eleições. Segundo o deputado, haverá condições para a realização das disputas se as projeções do ministro da Saúde estiverem corretas.

Na última sexta-feira (20), Mandetta previu um aumento do número de infectados em abril, maio e junho, seguido de estabilização em julho e agosto, e decréscimo da curva de contaminação em setembro.

"É hora de focar no enfrentamento da crise. Vamos cuidar do combate ao vírus", disse Maia.

Parte considerável de líderes partidários concorda que ainda não é o momento de discutir o adiamento das eleições municipais. "Não há clima para tratar disso agora. Essa decisão terá que ser tomada mais pra frente. Penso que, em junho, diante dos prognósticos, o assunto terá que ser decidido", disse o prefeito de Salvador, ACM Neto – que não pode disputar a reeleição e preside o DEM nacionalmente.

Mesmo PT e PSDB, que já haviam anunciado o adiamento de convenções partidárias, dizem que o debate não é urgente e que precisa envolver todos os Poderes. "Parece que o ministro tem mais medo de eleição do que de vírus. O país vai discutir isso na hora certa" afirmou a deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

"Há discussões sobre alternativas, como ajustar o calendário eleitoral neste ano, mas ainda não é hora disso. Congresso, TSE e STF terão serenidade de tratar disso no momento adequado", disse Bruno Araújo, presidente do PSDB.

Entre os partidos de esquerda, há adesão à tese de Mandetta, mas com críticas à intenção de tratar do assunto agora. "Isso vai se impor, as eleições vão acabar sendo adiadas. Mas estamos mais preocupados neste momento em salvar as pessoas", afirmou Fernanda Melchionna (RS), líder do PSOL na Câmara.

Parlamentares contrários ao adiamento das eleições enxergam "oportunismo"
Outro grupo de parlamentares, porém, considera a discussão não só fora de hora como também inadmissível. É o caso de Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara. “O Congresso Nacional não pode prorrogar mandatos, não tem essa prerrogativa. Se o Congresso pudesse prorrogar mandatos, o Lula ainda seria presidente”, ironizou Barros.

Segundo o deputado, a Constituição não permite abrir esse precedente. “É uma discussão patrocinada por aliados de gente que quer continuar no poder. Não tem nada a ver com saúde pública, é oportunismo”, afirmou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou a discussão como “extremamente temerária”. “Sou totalmente contrário [a adiar as eleições]. Não podemos afetar os funcionamento regular institucional no país em nenhuma hipótese. Não se pode afetar a normalidade democrática e institucional”, disse.

E o TSE, como se posiciona?
Por enquanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que não há intenção de alterar o calendário eleitoral. Em nota, o ministro Luís Roberto Barroso, que presidirá a Corte a partir de maio, ressaltou que é papel do Congresso decidir a respeito.

"Se o adiamento vier a ocorrer, penso que ele deva ser apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população. A realização de eleições periódicas é um rito vital para a democracia", afirmou o ministro."

Informações da Gazeta do Povo